Do descarte do lixo ao luxo, Projeto ganha força e atravessa fronteiras no Pará

Meio Ambiente e Sustentabilidade Variedades

Um olhar sensível sobre a natureza e a vontade de transformar realidades deram origem ao projeto “Jeito Novo de Viver”, uma iniciativa que vem ganhando destaque por unir sustentabilidade, educação e arte em uma proposta simples, porém poderosa: transformar lixo em consciência.

A ideia nasceu a partir da experiência de Jonielson Monteiro, natural do distrito de Murunin, em Benevides. Durante uma visita ao município de Maracanã, nordeste do Pará, ele se encantou com as belezas naturais da região e decidiu fixar residência na vila de São Tomé, porta de entrada do Campo das Mangabas. Foi ali, em meio às praias e igarapés, que percebeu um problema recorrente do descarte de resíduos sólidos e a necessidade de uma solução.

Mais do que identificar o problema, Jonielson resolveu agir. Assim surgiu o projeto, que propõe a coleta de materiais recicláveis e sua transformação em peças artísticas, promovendo não apenas a limpeza dos espaços naturais, mas também a conscientização ambiental e a educação ecológica das comunidades envolvidas.

Jonielson e a prefeita Luziane Solon

Com o tempo, a iniciativa ganhou visibilidade e ultrapassou os limites de Maracanã. Impulsionado pela repercussão no Blog Ícaro Gomes – Link Aqui, o projeto levou de volta o Jonielson novamente a Benevides, onde encontrou novas oportunidades de crescimento de seu talento. Lá realizou parceria com a Prefeitura, fortalecendo ações que dialogam com o já consolidado programa “Benevides Recicla”.

Por meio da Célia Cristina o projeto chegou até Luzileide, gestora da Usina da Paz

Atualmente, Jonielson atua na Escola Municipal Pastor Trajano de Figueiredo e na Usina da Paz local, contribuindo diretamente para a formação de uma consciência ambiental entre crianças e jovens.

O “Jeito Novo de Viver” vai além da reciclagem. É um movimento que ressignifica o olhar sobre o que é descartado, mostrando que, com criatividade e propósito, é possível transformar resíduos em arte — e, sobretudo, em cidadania. Uma prova de que pequenas ações, quando guiadas por paixão e compromisso, podem abrir grandes caminhos.

Da Redação

Ana Paula Tenório

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