DIGA-SE DE PASSAGEM

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Foto da Semana

A selfie feita hoje e ganhou de imediato as redes sociais, aconteceu durante um café da manhã entre o pré-candidato ao governo Doutor Daniel e o ex-governador por três mandatos, Simão Jatene, disse muito — e sem precisar de legenda longa. Segundo o próprio Daniel, o encontro foi de escuta e troca de ideias sobre o futuro do Pará.

Na linguagem do paraense, foi aquele papo reto, olho no olho. E pelo visto, só entre os dois mesmo, já que o registro divulgado é uma selfie daquelas bem diretas.

Mas foi o suficiente pra mexer com os bastidores. Lá na Feira da 25, em Belém, os “papudinhos” já espalham: dizem, “juram pela fé da mucura“, que teve torre grande balançando na cidade depois da foto.

Brincadeiras à parte, o fato é que a oposição ao grupão de Helder vai ganhando corpo, somando apoios de peso. E o de hoje não é qualquer um. Jatene tem história, tem trabalho e segue bem lembrado pelo povo — experiência e conselho que nesses tempos de pré-campanha valem ouro.

Mari Fernandes em Maracanã. Será?

Estou numa “cuíra danada” achando muito que no aniversário de Maracanã agora no final de maio, a Praça de São Miguel e as margens do rio poderão sentir o eco potente da voz de Mari Fernandez, a cantora cearense de forró e piseiro, com forte influência da sofrência sertaneja e que hoje desponta como um dos grandes nomes do sucesso nacional, já tendo ocupado o primeiro lugar na lista do Spotify no Brasil.

Nada confirmado, claro — mas a possibilidade já anima. Vamos aguardar a manifestação oficial da Prefeitura. Até porque a tradição de grandes shows nas festividades do município vem se fortalecendo ano após ano, transformando a celebração em um dos momentos mais aguardados pela população, visitantes e o povo da região salgada paraense.

E o Carabão? Será?

A “cuíra danada” segue soprando forte meu coração, num achismo sem igual na expectativa de 373 anos de aniversário de Maracanã. E olha, já tem até programação desenhada no imaginário popular. Dizem que a quinta-feira (28) pode ser marcada por um grande show gospel, reunindo o público evangélico em clima de fé e celebração. Na sexta (29), o som inconfundível da aparelhagem “Carabão”, direto da ilha do Marajó, trazendo aquele embalo nostálgico que faz o passado dançar na memória.

E no sábado (30), o burburinho cresce ainda mais com a possibilidade de Mari Fernandez subir ao palco e fechar a festa em grande estilo.

Será que a Estagiária acerta desta vez, como sempre?

Será? Será? Será? Nada confirmado… mas, por aqui, o povo já começa até a ensaiar os passos.

Nosso leitor sabe sempre primeiro

E como sabe! Em fevereiro quando a coluna anunciou que Patricia Alencar desistiria da candidatura a deputada federal, teve gente que soltou os cachorros conta o editor. Depois da onça amarrada, todo mundo é caçador. Ela desistiu. Nosso leitor sabe primeiro — e a coluna também. No dia 26 de abril, o titular Ícaro Gomes já levantava a bola: a possibilidade de eleições decididas em primeiro turno, tanto no Pará quanto no Brasil. Link: Leia aqui

Pois bem, no cenário paraense, o “achismo” começa a ganhar contornos mais nítidos. Mário Couto, que surgia como o nome ao governo pelo PL e depois pelo Novo, anuncia sua desfiliação após não encontrar espaço na legenda. Ou seja, com o fim do prazo em 4 de abril, está torcendo para que o Tribunal Eleitoral não crie problemas com sua entrada no partido DC, feita após o prazo, mas, como os partidos só mandam a relação semana que vem, tentarão um vai que cola.

Com isso, o tabuleiro vai se simplificando: ficam em evidência as candidaturas de Daniel e Hana. Ainda há o nome de Araceli Lemos pelo PSOL, mas nos bastidores já se especula se seguirá adiante, à luz dos movimentos de Edmilson Rodrigues.

Se assim se desenhar, o que seria segundo turno pode acabar acontecendo… já no primeiro.

A volta do que não foi

Nos bastidores da política em Capanema, a semana foi de reviravolta. O presidente da Câmara, vereador Gerson Serra, anunciou na segunda-feira passada, em plena sessão o apoio a Doutor Daniel. O movimento veio horas após a exoneração de sua esposa da Usina da Paz, publicada no Diário Oficial do Estado — um detalhe que não passou despercebido.

O vereador chegou a dar sinais concretos da nova posição ao convidar Marcelo Pierre, coordenador de pré-campanha de Daniel na região dos Caetés para gravações e ações de mídias sociais, confirmando o apoio.

Mas, como manda o roteiro imprevisível da política, veio o recuo. Após passagem pelo Palácio do Governo, Gerson teria “ouvido, ouvido e ouvido” — e voltou ao ponto de origem, reafirmando apoio à atual governadora Hana, que busca a reeleição e sua esposa voltou para a coordenação da Usina da Paz.

PSB vira “mingau político” no Pará

Olha, foi uma semana daquelas para o PSB no Pará — coisa bem do jeitinho que o paraense gosta de comentar na esquina: cheia de “vai, não vai”.

O partido, que antes era casa de Doutor Daniel, depois de sua migração ao Podemos, acabou sendo realinhado pela direção nacional ao grupo do ex-governador Helder Barbalho. Com a saída da turma de Daniel, ficou aquele vazio e, durante a semana da janela partidária, o PSB passou a depender do “convencimento” vindo de cima pra montar nominata.

Foi um chama daqui, chama dali… teve liderança dizendo “bora”, outras soltando um “deixa quieto”. Resultado: uma verdadeira salada política, bem temperada.

E enquanto isso, nas bandas das redes sociais de Marcelo Marques, muita gente já listada como pré-candidato aparece dizendo que não vai pra disputa. Será? Por aqui, ninguém duvida… porque, no Pará, até o improvável às vezes dá de cara com a realidade. Aonde que um dia se iria imaginar que a mulher que nas redes fala de Pátria, família e dogmas conservadores seria socialista? É como dizia o saudoso Gerson Peres: “Em política, até boi avoa“.

O PSDB dentro de uma caixa de sapato

Inacreditável, olha, meu amigo, deu foi um “jaz” daqueles no PSDB no Pará. Um partido que já teve Fernando Henrique Cardoso no comando do país e que governou o estado por cinco mandatos com a dobradinha Almir Gabriel e Simão Jatene hoje parece ter ficado só na lembrança do povo.

O esvaziamento é tão grande que até Lena Ribeiro, esposa de Nilson Pinto, tratou de apagar a luz e bater na porta do União Brasil, onde pretende concorrer à uma cadeira na Câmara Federal. O União é comandado pelo deputado Chicão, que está de olho no Senado.

E no interior, então, é de dar aperto: ficha antiga de filiação jogada em caixa de sapato, esquecida num canto qualquer. Um silêncio que contrasta com o barulho que o partido já fez um dia. Triste fim — ou, quem sabe, só mais um capítulo da política paraense, que adora dar volta por cima quando menos se espera.

 

Novos nomes na pista

O cenário anda brilhando no Nordeste paraense e outras regiões, fervendo mesmo — e com muito estreante chegando com nome, sobrenome e, em muitos casos, inspiração de dentro de casa mesmo.

Entre os que ensaiam os primeiros passos na política estão Sidneya Leite, esposa do prefeito de Castanhal, Hélio Leite; Carol Resque, ex-primeira-dama de Mãe do Rio; Eliena Ramalho, esposa do ex-prefeito de Bragança, Raimundão; e Júnior Santos, filho do deputado federal Raimundo Santos.

A lista segue com nomes conhecidos: Alberto Maia, ex-presidente do Paysandu; Job Jr., filho do prefeito de Vigia; Paola Abucater, primeira-dama de Altamira; Elizete Rodrigues, herdeira de Seu Oscar Rodrigues, do Grupo Líder; além de Paiakan Kaiapó, que já atuou na Funai; e Marcelo Pierre, filho do ex-prefeito de Capanema, Edmilson Acácio, tentará uma cadeira na Câmara federal.

É a nova safra dando as caras. Uns chegam com bagagem de casa, outros com trajetória própria, mas todos de olho no mesmo palco. Agora é esperar pra ver quem vai mesmo encarar o povo e quem vai ficar só no “ensaio”.

A dança das cadeiras na Alepa depois da Janela Partidária

Da maré baixa à virada: Zequinha renasce no jogo político

Na política paraense tem coisa que só mesmo o vento da maré pra explicar. O senador Zequinha Marinho vinha numa caminhada meio cambaleante, daquele jeito, tentando furar a bolha do eleitorado evangélico, seu público mais fiel, mas sem muito eco fora dela.

Mas aí o jogo virou — e virou ligeiro. Quando Doutor Daniel resolveu aportar no Podemos, legenda comandada por Zequinha no estado, foi como jogar combustível numa brasa que ainda tava quente.

De uma hora pra outra, o senador saiu das cordas e voltou pro centro do ringue: virou o primeiro voto ao Senado dentro da oposição e, como dizem por aqui, “se avivou”.

É a velha máxima do Pará: na política, ninguém tá morto… só tá esperando a próxima maré virar.

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