Recentemente, o Blog Ícaro Gomes publicou uma matéria destacando a vocação de Maracanã para o cultivo da pimenta-do-reino, atividade que coloca o município entre os importantes produtores do Pará. Mas, por trás desses resultados, existe um trabalho de acompanhamento, orientação e levantamento de informações realizado por instituições que estão diariamente em contato com os produtores.

Nesse cenário, merecem destaque o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semagri). São esses órgãos que acompanham a realidade do campo, orientam agricultores e extrativistas e alimentam os sistemas de informações que ajudam a posicionar Maracanã nos cenários estadual e nacional.
O secretário municipal de Agricultura e Pesca, Max Souza, destaca que a Semagri também está ampliando suas ações para outras culturas, especialmente a citricultura. Segundo ele, mais de 5 mil mudas de citros já foram distribuídas gratuitamente, e a meta agora é produzir entre 8 mil e 10 mil novas mudas para incentivar ainda mais os agricultores do município.

Já a Emater apresenta números expressivos em sua atuação. O escritório local de Maracanã alcançou o terceiro lugar entre os 144 municípios paraenses em emissão de Cadastros da Agricultura Familiar (CAF), instrumento fundamental para identificar e dar acesso a políticas públicas aos agricultores familiares. O resultado chama atenção especialmente pela estrutura reduzida de pessoal do escritório, que conta com o apoio da Prefeitura e de parceiros para desenvolver suas atividades.

O trabalho também alcança o setor extrativista. Uma das frentes é o incentivo ao beneficiamento do caranguejo, com orientações sobre qualidade, higiene e melhores condições de processamento. A organização dos trabalhadores e suas associações também abre portas para novas oportunidades, como ocorreu com a entrega de materiais a uma associação de coletores de caranguejo, em ação envolvendo a parceria da Prefeitura, governo do Estado pela Semas, Regulariza Pará, órgão do Estado e a Fundação de Bioeconomia Ekobé de Maracanã.
Outra iniciativa em preparação envolve visitas às comunidades ribeirinhas para identificar pescadores e extrativistas que podem ter acesso a linhas de crédito do Banco da Amazônia. Muitos trabalhadores ainda desconhecem os direitos e as oportunidades disponíveis, e a emissão do CAF é uma das etapas importantes para acessar determinadas políticas de apoio.
Os resultados mostram que o desenvolvimento rural não acontece apenas com a produção. É preciso assistência técnica, informação, organização dos trabalhadores e presença institucional. A pimenta-do-reino, os citros, a pesca e o extrativismo do caranguejo representam diferentes potencialidades de Maracanã.
Da Redação
Ícaro Gomes

