A pavimentação da rodovia estadual PA-430, inaugurada em março de 2023, representou um divisor de águas para o turismo e o desenvolvimento das regiões dos Campos das Mangabas, Mocooca e ilha de Maiandeua-Algodoal, em Maracanã. O que antes era uma viagem marcada por dificuldades, passou a ser um trajeto mais seguro e confortável até a Vila de 40 do Mocoóca, principal porta de embarque para a Ilha de Maiandeua.

Com a estrada asfaltada, o turismo ganhou novo impulso. Fortalezinha, com sua beleza natural, encantadora praia e sua vocação para esportes de aventura como Kitesurf e corridas em trilhas naturais, passou a contar com melhores condições de acesso, atraindo visitantes e movimentando a economia das comunidades, inclusive com a instalação de novos hotéis, pousadas e restaurantes. A PA-430 abriu o caminho; agora, é preciso cuidar da chegada e da travessia.

E é justamente aí que está um dos grandes desafios para 2027, articular, junto ao Governo do Estado, na nova gestão do governador Doutor Daniel Santos, a construção de um terminal hidroviário moderno e adequado à realidade da Vila de 40 do Mocoóca.
O espaço precisa oferecer estrutura digna para turistas, moradores e pescadores, com área de embarque e desembarque, cobertura, iluminação, acessibilidade, segurança, banheiros e locais apropriados para a organização das embarcações e dos passageiros. No último evento que foi a “Trilha da Magia“, a chegada simultânea de quatro ônibus de turismo, aflorou de forma mais solar as necessidades.
Uma história que precisa servir de lição
A necessidade não é de hoje. Os registros do Diário Oficial do Estado mostram que, em julho de 2008, foi assinado o Contrato nº 038/2008, entre a SETRAN e a empresa Maia Construções, para a construção de um trapiche de concreto armado na Vila de 40 do Mocoóca, com investimento previsto de R$ 394,6 mil e prazo de execução de 120 dias.

Em fevereiro de 2010, o Governo do Estado ainda realizava inspeções técnicas na estrutura. Posteriormente, o trapiche foi entregue pelo governo do Pará e apresentou problemas de conservação e deterioração rápida diante da força das marés, evidenciando a necessidade de uma solução mais duradoura. Em 2022, a própria Companhia de Portos e Hidrovias chegou a iniciar um novo processo para reforma e adequação da estrutura, mas a licitação acabou cancelada.
Da Redação
Ícaro Gomes
Imagens: Sandro Barbosa e Perfil Praia de Fortalezinha

