Direita em disputa nas redes
A pré-campanha no Pará também tem sido travada no ambiente digital. No entorno da pré-candidatura de Doutor Daniel (Podemos), que reúne apoios de setores da direita, do centro e também de movimentos ligados à esquerda, dois nomes disputam espaço e influência entre o eleitorado conservador: Wlad Costa e Allen pelo Pará.
Conhecido pelo estilo polêmico, Wlad busca recuperar o protagonismo político que já lhe garantiu uma expressiva base eleitoral e mandatos de deputado federal. Do outro lado está Allen, jovem de Maracanã que iniciou sua trajetória na juventude do MDB, migrou para a capital e ganhou milhares de seguidores nas redes sociais e agora tenta consolidar sua pré-candidatura a deputado federal pelo Novo. Após uma passagem sem sucesso nas urnas para vereador de Belém, ele aposta no discurso de oposição ao grupo de Helder Barbalho para ampliar sua projeção junto ao eleitorado paraense.
A disputa, por enquanto, acontece muito mais nas telas dos celulares do que nos palanques, mas já movimenta os bastidores da política estadual.
Entre livros, tapas e beijos

Nem só de aulas vive o Parfor. Uma passagem de um professor que atua no programa em Maracanã acabou rendendo um enredo digno de novela. Segundo relatos que circularam na cidade, o docente trouxe pela primeira vez o namorado para acompanhá-lo durante a estadia, mas uma suposta traição durante a noite terminou em uma grande discussão e “vias de fato“, até com corte no supercilio do professor. O desentendimento ganhou proporções maiores, mobilizou vizinhos e precisou da intervenção da Polícia Militar.
O episódio virou assunto nos bastidores da cidade, embora os detalhes permaneçam cercados por diferentes versões. Então, tá!
Sem Doido na disputa do MDB

As recentes investigações e operações da Polícia Federal, bem como a inelegibilidade aplicada pelo TRE, mudaram o cenário político do deputado federal Antônio Doido(MDB). Diante do desgaste, ele nem pode disputar a reeleição. A tentativa de manter o grupo na corrida com a pré-candidatura da esposa, Andrea Dantas, também perdeu força nos bastidores.
Com isso, aliados em diversos municípios já começam a buscar novos caminhos. Em Maracanã, o vereador Guto Santos, antigo aliado, já fechou apoio ao deputado federal José Priante, que também reúne na cidade o presidente da Câmara, Rafael Raiol, e o vereador Gilberto Neto.
Tolerância zero no Sal

Quem segue para Salinópolis neste mês de férias precisa redobrar a atenção. As barreiras do Detran estão operando com fiscalização reforçada e tecnologia capaz de identificar rapidamente veículos com débitos de licenciamento e outras irregularidades — combinação que pode resultar em multa e muita dor de cabeça.
Na saída da praia do Atalaia, a fiscalização com bafômetro também já está em funcionamento. A recomendação é simples: se beber, não dirija. Motoristas de aluguel igualmente estão no radar e serão fiscalizados conforme a legislação. Nas estradas, a ordem é prevenção e responsabilidade. O Detran também conta com o apoio de Drones que identificam a troca de motorista antes da blitz, autuando os infratores.
Luz amarela no Palácio

A base da governadora Hana Ghassan segue empenhada em preservar a unidade construída ao longo dos últimos anos pelo grupo político liderado por Helder Barbalho. Nos bastidores, o entendimento é de que este é o momento de intensificar o diálogo entre os aliados, aparar arestas e manter a coalizão afinada para a disputa de outubro.
Apesar do discurso de coesão, algumas movimentações no interior do Estado têm chamado a atenção. Ex-prefeitos, ex-candidatos e lideranças que disputaram as últimas eleições municipais, em muitos casos contra candidatos apoiados pelo grupo governista ou que se sentiram preteridos, passaram a declarar apoio ao projeto político do pré-candidato Dr. Daniel. O movimento acelera e é suficiente para acender uma luz amarela entre articuladores da base. Casos como Lays Sabbá, em Mãe do Rio, Mácio Aragão em Baião, os ex-prefeitos Evaldo e Katiane Cunha, de Ipixuna do Pará; Os ex-prefeitos Taká (Rurópolis) e Chico Tozzeti (Pacajá), emedebistas históricos, declararam também apoio à pré-candidatura de Daniel. Da mesma forma, o ex-prefeito de Novo Repartimento, Bersajones Moura, além do ex-prefeito de Mocajuba, Wilde Colares, e do vice-prefeito de Breves, professor Viana.
As pesquisas divulgadas até o momento mostram uma disputa aberta entre Hana Ghassan e Dr. Daniel, mas com resultados colocando o ex-prefeito na dianteira – Simetria, Veritá, Quaest e Ampla. Somente a Doxa Pesquisas, diverge de resultado.
Quem será o vice?

Na cozinha da política paraense, onde o café com pupunha nunca esfria, a pergunta continua sem resposta. Afinal, quem será o companheiro (ou companheira) de chapa da governadora Hana Ghassan?
Oficialmente, ninguém abre o jogo. Nos bastidores, porém, o cardápio de nomes é variado. Um dos que já foi o mais comentado é o do deputado estadual Dirceu Ten Caten (PT), visto por aliados como uma alternativa capaz de fortalecer a composição com o partido do presidente Lula.
Mas os comentários não param por aí. Nos cantinhos do café, circula a informação de que o ex-governador Helder Barbalho estaria empenhado em convencer o ex-ministro do Turismo e deputado federal Celso Sabino a aceitar a missão de ocupar a vaga de vice. A hipótese ganhou força depois que Sabino emplacou recentemente seu cunhado, o vereador licenciado de Marituba Antônio Armando Júnior, na presidência da Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa), movimento interpretado por muitos como sinal de que pode aceitar o desafio. Só que os “chegados” de Celso, dizem que o homem não quer de jeito nenhum.
Como em toda boa novela política, há também “planos B, C, D…“, há quem aposte que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Chicão, pode acabar na vaga de vice, já que “patina” para consolidar candidatura competitiva ao Senado, e essa solução caseira pode também acalmar alguns prefeitos que preferem Celso ao Senado. O jornalista Marcelo Marques, considerado um meio que porta-voz de Helder, disse em sua coluna que até 15 de julho se saberá o vice. Então, tá!
Do outro lado da BR-316…

Se na cozinha governista o cardápio de possíveis vices já desperta curiosidade, do outro lado da BR-316 o fogão de lenha também está aceso. No grupo do pré-candidato ao Governo do Pará, Dr. Daniel (Podemos), o assunto ainda não entrou oficialmente na pauta, mas nomes para a composição da chapa não faltam.
Nos corredores, circulam como possíveis opções a liderança de Itaituba, Ellayne D’Almeida; a forte liderança de Tucuruí, Eliane Lima; a primeira-dama de Oriximiná, Renata Fonseca; Tatiane Coelho, que também é lembrada pela ligação política com o deputado federal Eder Mauro; e o ex-vereador de Capanema Marcelo Pierre, nome visto por aliados como uma alternativa para ampliar o diálogo com o Nordeste paraense.
Mas, como toda boa conversa de bastidor, sempre existe aquele nome tratado quase como “o sonho de consumo” de parte dos aliados. Nesse caso, continua sendo o do ex-governador Simão Jatene. Embora não haja qualquer sinalização pública nesse sentido, há quem aposte que uma eventual composição reunindo a experiência administrativa de Jatene e a renovação representada por Dr. Daniel teria forte peso político e eleitoral.
Duas cadeiras e uma “ruma” de candidatos

Dizem que cadeira boa é difícil de encontrar. Ainda mais aquela que é acessada pelo tapete azul do quase “paraíso” em Brasília. No Pará, então, nem se fala. Para o Senado, são apenas duas vagas, mas a fila de interessados já parece o salão de embarque da rodoviária de São Brás em véspera de feriado.
Dado como certo nos bastidores, nomes de todos os matizes políticos: o atual senador Zequinha Marinho, que busca a renovação do mandato; o ex-governador Helder Barbalho; o deputado federal e ex-ministro Celso Sabino; o presidente da Assembleia Legislativa, Chicão; o deputado federal Éder Mauro; o professor Marcelino Conti (Psol) e Lívia Noronha (Solidariedade), entre outros que ainda podem entrar na corrida.
Enquanto alguns aceleram as articulações, outros observam o cenário com calma, de olho nas alianças e nas pesquisas. Afinal, na política, quem larga cedo nem sempre chega primeiro, já que quem parece estar parado pode fazer o papel de tralhoto e nadar só pelas beiradas.
O interior entrou na campanha antes da campanha

Nos últimos meses, o pré-candidato Dr. Daniel acelerou visitas pelo Nordeste Paraense, Marajó, Baixo Amazonas, Baixo Tocantins, Carajás e Transamazônica, em uma agenda que mistura encontros com lideranças de vários segmentos e um movimento intitulado “Pará na Real”.
Do lado governista, a governadora Hana Ghassan também intensificou a presença pelo Estado, com agendas de entregas e inaugurações que foram possíveis até o início de julho, conforme a legislação eleitoral. Agora já começa a reforçar a estratégia de manter o governo próximo dos municípios. No primeiro fim de semana de julho, enquanto Daniel estava em Cametá, Hana posou com feirantes no mercado de Salinas.
Nos bastidores, já tem gente brincando que o Pará entrou oficialmente na temporada “Quem passa mais tempo na estrada e nos rios”.
Chapas proporcionais movimentam bastidores

Enquanto os holofotes seguem voltados para a corrida ao Governo do Pará e às vagas no Senado, é nos bastidores que acontece uma das disputas mais intensas da pré-campanha: a montagem das chapas proporcionais. Para os partidos, a definição dos nomes que disputarão cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados tornou-se prioridade absoluta, já que uma nominata competitiva pode ampliar a representação das legendas e, de quebra, influenciar diretamente na distribuição dos recursos do fundo partidário.
Mas a missão está longe de ser simples. O número de desistências tem chamado atenção e obrigado dirigentes a refazerem contas e estratégias. A prefeita de Marituba, Patrícia Alencar, que chegou a ser apontada como uma das principais apostas para a Câmara Federal, foi uma das primeiras a deixar a disputa. O federal Antônio Doido também foi forçado a desistir, em razão das operações da PF. Na mesma direção seguiram o vereador Alan Besteiro e o ex-vice-prefeito de Castanhal, Ênio Monteiro, que optou por compor na gestão municipal ao aceitar o convite do prefeito Hélio Leite para assumir uma secretaria.
Nos corredores da política, comenta-se que uma das maiores dores de cabeça está justamente na formação da chapa do PSB. Organizado às pressas, o partido ainda enfrenta dificuldades para convencer lideranças filiadas dispostas a disputar a eleição proporcional, cenário que acaba gerando preocupação interna. Há quem diga que a deputada federal Andreia Siqueira, que migrou para a legenda apostando em um ambiente mais competitivo, hoje acompanha esse processo com um misto de expectativa e apreensão.

