Em Viseu, parece que o dinheiro público anda ligeiro que só siri fugindo do puçá. Os números divulgados no Portal Governo Transparente mostram que a Câmara Municipal movimentou nada menos que R$ 4.803.370,06 em despesas durante o ano de 2025, distribuídos em 515 registros. Já em 2026, até o dia 11 de junho, a conta já alcançava R$ 1.506.304,52, espalhados em 176 registros.
Os valores, por si só, já fazem muito contribuinte coçar a cabeça e perguntar: “Mas, meu patrão, pra onde foi esse mundaréu de dinheiro?”

Entre os gastos registrados, um chamou atenção de quem acompanha as contas públicas com lupa de relojoeiro: a contratação de serviços de sanitização, desratização, desinsetização e descupinização pelo valor de R$ 25 mil.
E foi aí que o povo começou a ficar mais curioso que vizinho de janela aberta. Como é possível tanto rato e cupim?

A população tem todo o direito de saber onde, quando e como o serviço foi executado. Quais ambientes foram atendidos? Quantos metros quadrados receberam os procedimentos? Existem relatórios técnicos? Laudos de execução? Fotografias? Certificados? Ou o serviço foi tão eficiente que eliminou até os documentos que poderiam comprovar sua realização? Como é sabido, o prédio da Câmara Municipal não é um majestoso palácio.
Transparência não é favor, é obrigação. Quando o dinheiro sai do bolso do contribuinte, a prestação de contas precisa aparecer rápido e com as justificativas devidas.
Enquanto isso, o povo segue observando. Afinal, em terra de pescador experiente, quando a maré sobe demais e ninguém explica de onde veio tanta água, sempre aparece alguém perguntando onde está o furo da canoa.
E como dizem pelos interiores do Pará: quem não deve, não se avexa. Basta mostrar os documentos e esclarecer as dúvidas. Porque dinheiro público não é miriti levado pela correnteza; cada centavo tem dono: o cidadão.

