Enchentes e muita água xixica
O último fim de semana foi de aperreio na Região Metropolitana. Com chuvas acima do esperado, bairros de Belém, Ananindeua e Marituba voltaram a enfrentar ruas alagadas, casas invadidas pela água e o velho drama de quem já conhece de perto o inverno amazônico — pesado, teimoso e sem pedir licença.
No meio da lama e da maré cheia, o que também transborda é a disputa narrativa. Imagens das enchentes circulam rápido, ganham cortes, legendas e, não raro, viram munição política. De um lado, críticas à falta de infraestrutura; de outro, tentativas de justificar ou capitalizar ações emergenciais. No fim das contas, quem mora nas baixadas sabe: enquanto o debate esquenta nas redes, a água continua subindo na porta de casa. Os aliados de Helder miram Ananindeua que era gerida pelo pré-candidato a governador Doutor Daniel; já a oposição mira Belém e Marituba, geridos por prefeitos do MDB, da pré-candidata e governadora Hana Ghassam.
Entre a força da natureza e a força da política, fica o desafio que se repete todo ano — transformar problema antigo em solução concreta, e não só em palanque de ocasião.
A manifestação em Marituba

Em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, o dia 21 de abril de aniversário de emancipação política costuma ser de festa grande, com shows e muita movimentação na cidade. Mas, neste ano, o clima mudou. Diante das enchentes que atingem bairros periféricos, a programação festiva foi suspensa — uma decisão que reflete o momento delicado vivido por muitas famílias.
No lugar do palco e da música, a Praça da Matriz de Marituba virou ponto de manifestação. Grupos de oposição à prefeita Patrícia Alencar e à vice Bárbara Marques se reuniram para protestar, levantando críticas e cobrando respostas sobre recentes episódios administrativos e pessoais envolvendo a gestão.
Entre a tradição da celebração e a tensão política, Marituba vive um aniversário diferente — mais marcado pelo barulho das vozes nas ruas do que pelo som dos palcos. Todavia, a oposição demonstrou desorganização, pois mesmo com a presença do ex deputado Wlad Costa, reunidos estavam pouco mais de 100 pessoas. Patrícia certamente tomará um drink no feriado para celebrar o fracasso do protesto.
A pequena onda da Pororoca no Capim

Quem encarou a viagem até São Domingos do Capim neste fim de semana saiu com sentimentos misturados. A famosa pororoca, cantada em verso e prosa e responsável por dar vida ao tradicional festival da cidade, até deu as caras — mas com uma onda tímida lá na esquina dos rios Capim e Guamá, repetindo o cenário de outros anos.
Se faltou força nas águas, sobrou energia no palco. O evento se manteve firme na programação e na animação do público, com shows de Rebeca Lindsay, Joelma e Zé Vaqueiro garantindo o clima de festa. No fim das contas, a pororoca pode até ter decepcionado um pouco, mas o festival segurou a onda — do jeito que o povo gosta.
Pontos para o prefeito Orivaldo Bateria, que primou pela organização.
A grande onda da Pororoca

Se a onda da pororoca veio pequena em São Domingos do Capim no último fim de semana, dias antes o “banzeiro” foi grande mesmo dentro da Prefeitura. A tal “briga” entre o prefeito Bateria e o empresário Diego,do seu grupo aliado, acabou respingando em quem vinha fazendo um trabalho técnico e consistente: a maracanaense Ana Paula Mendes.
A saída da agora ex-secretária de Saúde, considerada uma das pastas com bom desempenho da gestão, pegou muita gente de surpresa e levantou questionamentos nos bastidores. Por lá, o comentário é um só: quando a política ferve demais, quem paga a conta nem sempre é quem entrou na disputa.
Os prováveis nomes que brigam pela vice de Hana

A eleição de 2026 no Pará começa a ganhar contornos de alta tensão nos bastidores. No grupo aliado do ex-governador Helder Barbalho, cresce a disputa pela vaga de vice na chapa da atual governadora Hana Ghassan.
De um lado, o PT pressiona para emplacar o deputado estadual Dirceu Ten Caten, consolidando o espaço do partido na aliança. De outro, a chamada “cozinha política” do núcleo duro de Helder articula o nome do deputado Chicão, hoje no União Brasil.
Nos bastidores, pesa o fato de Chicão não ter decolado na corrida ao Senado. Uma eventual migração para a vice reconfiguraria o tabuleiro e abriria caminho para Celso Sabino, hoje no PDT, que mira uma vaga na Câmara Alta, tendo forte presença nos municípios e apoio de prefeitos, em razão de sua gestão na pasta do turismo do governo Lula III.
Entre pressões partidárias e cálculos estratégicos, a definição da vice promete ser um dos capítulos mais decisivos — e imprevisíveis — da corrida eleitoral paraense.
Os prováveis nomes que brigam pela vice de Daniel

No entorno do pré-candidato ao governo do Pará, Doutor Daniel, a disputa pela vaga de vice segue intensa e marcada por articulações de bastidores. O cenário exige uma escolha cirúrgica, que una força política, equilíbrio regional e capacidade de ampliar alianças — algo que, historicamente, sempre teve peso nas composições eleitorais do estado, a exemplo das estratégias adotadas em ciclos passados por lideranças como o ex-governador Simão Jatene, que se encontrou por duas vezes na última semana com Daniel e a repercussão foi grande de que podem mesmo formar a chapa, juntando juventude e experiência.

Mas, antes disso três nomes seguem ganhando força nesse tabuleiro. Pelo oeste do Pará, desponta Renata Fonseca, de Oriximiná, esposa do prefeito delegado Fonseca e forte presença na região. Já pelo sul e sudeste paraense, o nome de Lanuzia Lobo, esposa do prefeito de Marabá, delegado Toni Cunha, é o mais cotado. Ambas contam com a geografia políticas por estarem em outras regiões. Já de Belém, aparece a médica Tatiana Coelho, nora do deputado federal Eder Mauro, mas, que enfrenta o fato de Doutor Daniel também ser da região metropolitana e dizem que lidera com folga por ali.
A escolha da vice, mais do que um gesto simbólico, tende a ser determinante para o desempenho da chapa. Nos bastidores, a leitura é clara: quem conseguir agregar território, diálogo político e identificação popular, larga na frente. Até lá, o jogo segue aberto e cada movimento é acompanhado de perto.
Conflitos na geografia do poder em Castanhal

O prefeito Hélio Leite de Castanhal, enfrenta um cenário cada vez mais delicado na tentativa de viabilizar a candidatura de sua esposa Néia Leite à Assembleia Legislativa. O que antes parecia um projeto alinhado dentro da base governista agora revela fissuras profundas.
De um lado, o grupo dos irmãos Feitosa – José e Egilásio – já cravou apoio ao nome de Watanabe Filho. Com forte influência na área de Infraestrutura — considerada verdadeira máquina de votos — os irmãos já estavam comprometidos até os cabelos com o “japonês de Santa Izabel”, herdeiro da tradição política ligada ao Frango Americano. Tudo isso devido a demora de Hélio em confirmar a esposa.
Do outro lado, a ala ligada à vice-prefeita Mylene Costa também não embarca no projeto de Néia. A divisão se amplia com a atuação do secretário de Saúde, Naldo Imperial, que tem promovido abertamente o nome do médico e ex-secretário de turismo do estado, Eduardo Costa, irmão da vice. Nos bastidores, adversários acusam que a estrutura da saúde vem sendo usada “sem dó nem piedade” para impulsionar essa candidatura.
O resultado é um governo fragmentado em, pelo menos, três frentes distintas, cada uma com seu próprio projeto político, o que pode beneficiar a deputada estadual Paula Titan, que sem a máquina poderosa da Prefeitura, que era dirigida por seu pai, tenta à reeleição.
O supermercado do coração chega na Doca

O tabuleiro do comércio em Belém vai ganhar mais um peso pesado — e não é conversa fiada, não. O Grupo Mateus chega pisando macio, mas firme, na Avenida Doca de Souza Franco, um dos pedaços mais valorizados da capital, com inauguração marcada pro dia 24 e direito à presença do próprio Ilson Mateus Rodrigues.
E olha, não é qualquer lojinha de esquina. A história do grupo começou lá atrás, em 1986, no interior do Maranhão, como quem começa vendendo no fiado e anotando na caderneta. Hoje, virou um verdadeiro gigante do varejo nacional, com mais de 200 lojas espalhadas, cerca de 40 mil trabalhadores e atuação que vai do supermercado ao atacarejo, passando por eletrodomésticos, padaria e até comércio online.
Por trás desse crescimento todo tem uma trajetória daquelas que o paraense respeita: Ilson Mateus Rodrigues já foi garimpeiro em Serra Pelada e, no estilo “quem quer faz acontecer”, saiu do nada pra levantar um império que hoje encara de frente os grandões do Brasil.
Na Doca, a promessa é de loja porruda, bem montada, preço pra brigar e aquele jeitão de operação em larga escala que já virou marca da rede.
Escola Rural de Maracanã e as medalhas

A Escola Rural Estadual de Maracanã, celebra uma conquista que enche de orgulho toda a comunidade escolar: as medalhas conquistadas na OLITEF (Olimpíadas do Tesouro Direto de Educação Financeira). O resultado é fruto de dedicação, esforço coletivo e do compromisso com uma educação que prepara para a vida.
O reconhecimento chega para alunos de diversos polos de Maracanã — Vila da Penha, Vila do Mota, Algodoal, 4 Bocas, Martins Pinheiro, KM 26, KM 19 e Sede Presidente Kennedy — mostrando a força do ensino mesmo nas áreas mais distantes.
Um destaque especial vai para os professores de Matemática, que com empenho e criatividade conduziram os estudantes nessa jornada de aprendizado. Sob a direção da professora Neide Carrera, a escola — antigo SOME — reafirma seu papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e preparados.
Aqui da Redação nossos Parabéns a todos os envolvidos por essa conquista que é, sem dúvida, motivo de grande celebração!
A velha barca de Ajuruteua

Quem já deu um rolê pela praia de Ajuruteua, em Bragança, sabe que quando a maré baixa, aparece um pedaço da história bem ali, no meio da areia. É o velho Lloyd Brasileiro, uma barca que já soma mais de 120 anos de mistério e curiosidade.
Construído lá em 1882, o navio afundou no dia 9 de maio de 1905, depois de bater com o tal do Anselm 2. Naquela época, ele vivia no vai e vem pela costa brasileira, carregando principalmente borracha — riqueza grande do Pará naquele tempo.

Pois quem viu, viu! e quem não viu não verá mais pelo menos na praia quando a maré baixava. Em andamento a remoção dos restos do Navio numa ação que faz parte de um projeto de preservação, segurança e gestão ambiental no litoral bragantino, coordenado pela Prefeitura local e que certamente será objeto de mais estudos e exposição em local adequado e sem riscos para banhistas.
Rafael Raiol vai a campo
Nos bastidores políticos de Maracanã, o vereador Rafael Raiol já se movimenta de olho em 2026. Presidente da Câmara Municipal, ele saiu à caça de uma nova parceria para deputado federal, tentando redesenhar seu campo político após o enfraquecimento de antigas alianças.
Historicamente ligado à família Bengtson no plano federal — grupo que perdeu espaço recente na política paraense — Rafael agora busca novos caminhos. A mudança também passa pela desistência da prefeita de Marituba, Patrícia Alencar, que deixou de ser opção eleitoral diante de desgastes administrativos e pessoais e era sua nova parceria fechada.
No radar do vereador, já aparecem conversas com o deputado federal José Priante, com a deputada Renilce Nicodemos e outros nomes. O jogo está aberto — e, em Maracanã, ninguém quer ficar sem padrinho político na próxima disputa.
Esporte e natureza na “Trilha das Mangabas” em Maracanã

Lá pras bandas das praias de Maracanã, o corre agora não é só de internet boa, não — é de corrida no meio da natureza mesmo. Seguindo a tendência do trail run, o empreendedor Júnior Serrão, da Cotton Online, resolveu registrar a patente de uma prova com identidade bem nossa: a “Trilha das Mangabas”.
O percurso promete cortar os campos das mangabas e a região do Mocooca, levando atleta profissional e amador pra sentir na pele a areia fofa, a vegetação rasteira e aquelas barreiras naturais que só quem conhece sabe como é.
A ideia é misturar esporte com turismo raiz, chamando a galera pra viver de perto as belezas simples e brutas do litoral maracanaense — daquele jeitinho que o povo daqui gosta: no pique, no sol, com o pé na areia e no mês de julho, o auge do verão amazônico.
A cabeça é um “chopp” em Maracanã

O clima político deu uma boa esfriada em Maracanã — e no bom sentido. O prefeito Reginaldo Carrera (MDB) andava com a cabeça meio quente, só na preocupação por conta dos sinais meio atravessados do seu principal aliado, deputado federal Celso Sabino, que chegou a dar uma piscada pro lado da oposição.
Aliado do grupo do ex-governador Helder e firme na pré-campanha de Hana, Reginaldo ficou de orelha em pé com a possibilidade de Sabino embarcar com o pré-candidato Doutor Daniel. Mas, como dizem por aqui, “a maré virou”.
Celso tratou logo de declarar recentemente apoio à Hana, e pronto: foi como jogar água fria na fervura. Agora, o clima voltou ao normal, mais leve, e a parceria segue firme, sem risco de derreter no calor da política paraense.
Até a próxima.

