E faleceu José Raiol, carinhosamente conhecido como “José Carapanã”, ocorrido no último dia 20 de julho, segunda-feira, aos 87 anos. Morador histórico do bairro Vila Nova, ele deixa um legado de simplicidade, trabalho e generosidade que marcou gerações de maracanaenses. O sepultamento aconteceu ontem no cemitério de São Miguel Arcanjo.
Casado por muitos anos com dona Anésia, falecida em 2020, José construiu ao lado da esposa uma história de companheirismo admirada por toda a vizinhança. Pai e avô — entre os familiares, da influenciadora Thalyta Raiol, que atualmente reside em Salinópolis —, sempre fez da família sua maior riqueza.

Pescador e agricultor dedicado, tirou do Rio Grande, de suas canoas e de suas roças o sustento digno de sua casa durante toda a vida. Homem de mãos calejadas e coração generoso, era conhecido por compartilhar com os vizinhos os peixes que pescava, gesto que refletia sua essência de solidariedade.

Morador da casa em frente à tradicional Castanholeira, no coração da Vila Nova, diante da Escola Geraldo Manso Palmeira, tornou-se uma figura inseparável da paisagem do bairro. Ao lado de dona Anésia, costumava passar as tardes sentado à frente de casa, conversando, observando o movimento e reunindo amigos para animadas partidas de dominó. A cena, tão comum por tantos anos, permanece viva na memória de quem teve o privilégio de conhecê-los.
Com sua partida, Maracanã perde mais um de seus personagens queridos e ilustres da simplicidade, daqueles que ajudaram a escrever a história da cidade por meio do trabalho honesto, da amizade e da convivência simples.
Da Redação
Ícaro Gomes

