Fins de semana de lazer terminam em tragédia nas estradas do Nordeste do Pará

Policia

A chegada do fim de semana, no Nordeste do Pará, principalmente na estação de verão, costuma significar estrada cheia. Igarapés, rios, praias, balneários são destinos tradicionais de famílias e grupos de amigos que procuram alguns momentos de lazer. O problema é que, em meio à diversão, uma combinação perigosa continua fazendo vítimas: bebida alcoólica, motocicletas, carros e imprudência ao volante.

Nas últimas semanas, acidentes registrados em trechos de acesso a Peixe-Boi, Maracanã, Igarapé-Açu e Tracuateua, entre outros municípios da região, voltaram a chamar atenção para uma realidade que já não pode ser tratada como simples fatalidade. Colisões, quedas de motocicletas e capotamentos têm deixado feridos, provocado mortes e causado prejuízos que vão muito além dos veículos envolvidos.

A motocicleta, pela facilidade de acesso e pelo grande número de usuários nas comunidades e ramais, aparece com frequência nesse cenário. Em muitos casos, soma-se a isso a velocidade incompatível com as condições da via, ultrapassagens arriscadas, falta de equipamentos de proteção e, principalmente, o consumo de álcool antes de retornar para casa.

Mas o problema não está apenas nas motocicletas. Carros também estão envolvidos em ocorrências, especialmente nos horários de maior movimento nas estradas que levam aos balneários. Depois de horas de lazer, muitos motoristas pegam a estrada cansados ou após consumir bebidas alcoólicas, transformando o retorno para casa em um dos momentos mais perigosos do passeio.

O lazer, portanto, não é o problema. Pelo contrário: rios, igarapés, praias e balneários fazem parte da identidade e da economia da região. O desafio é fazer com que a diversão não termine em tragédia.

No Nordeste do Pará, o fim de semana deveria ser sinônimo de descanso e encontro. Para isso, é preciso uma combinação que parece simples, mas ainda é negligenciada: se beber, não dirigir; reduzir a velocidade; usar capacete e cinto; respeitar os demais condutores e cobrar do poder público estradas em condições adequadas.

Porque, no final das contas, a melhor viagem de volta é aquela em que todos conseguem chegar em casa.

 

Da Redação

Gerson Ícaro Gomes

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