Ezequiel Miranda Junior destaca educação quilombola amazônica em fórum internacional

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O jovem maracanaense Ezequiel Santos Miranda Junior, acadêmico do 6º semestre do curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Pará, Campus X de Igarapé-Açu, embarcou na tarde desta segunda-feira(25) rumo à cidade de Quixadá, no Ceará, onde participará do XVI Fórum Internacional de Pedagogia (FIPED), realizado entre os dias 27 e 30 de maio.

Durante o evento, apresentará o projeto de pesquisa intitulado “Desafios e Formação Cultural Docente na Educação Escolar Quilombola”, desenvolvido a partir de experiências vivenciadas na Escola da Comunidade Nossa Senhora do Livramento, localizada no município de Igarapé-Açu, no Pará.

A comunidade de Livramento era caminho do trem

 

O estudo integra as atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) Interdisciplinar, vinculado ao subprojeto “Educação Quilombola nas Escolas: diversidade e interdisciplinaridade na Amazônia”. A pesquisa foi realizada em uma escola multisseriada, envolvendo turmas do 4º e 5º anos, e teve como principal objetivo analisar a formação cultural dos docentes e os desafios enfrentados na adaptação curricular à realidade das comunidades quilombolas.

Com abordagem qualitativa, o trabalho utilizou revisão bibliográfica e entrevistas estruturadas para compreender as experiências de professores atuantes na comunidade. Entre os principais pontos destacados, estão as dificuldades enfrentadas pelos educadores para inserir a cultura local no currículo escolar, fator considerado essencial para fortalecer a identidade e a valorização dos sujeitos quilombolas no ambiente educacional.

Ruínas do tempo da antiga estrada de ferro Belém-Bragança

A pesquisa conclui que há necessidade de maior atenção das políticas públicas educacionais à formação cultural docente, especialmente na construção de currículos que respeitem e integrem a diversidade cultural das comunidades quilombolas amazônicas.

O projeto conta com orientação da professora Alcione Santos de Souza, docente da Universidade do Estado do Pará, e representa um importante reconhecimento acadêmico para a produção científica desenvolvida por estudantes paraenses em defesa de uma educação mais inclusiva, plural e conectada às realidades socioculturais da Amazônia.

 

Da Redação

Ícaro Gomes

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