Não se trata apenas de mais um homicídio. É uma demonstração de força do crime organizado, uma mensagem de terror destinada a intimidar comunidades inteiras. Quando criminosos executam vítimas com requintes de crueldade, expõem corpos e transformam bairros em palcos de execuções, o que está em jogo é a própria autoridade do Estado.
A população paraense vive cercada pelo medo enquanto as facções ampliam território, impõem regras e desafiam diariamente as instituições públicas. A sensação de abandono cresce na mesma velocidade em que a criminalidade se fortalece. O cidadão de bem já não sabe se voltará para casa em segurança, enquanto a resposta do poder público é percebida como insuficiente diante da gravidade da crise. Diariamente empreendedores são extorquidos por organizações criminosas pagando pedágio, proteção e tudo mais que se possa inventar em taxas, como se o Poder Público fosse.

É indispensável uma atuação firme, baseada em inteligência policial, investigação qualificada, presença ostensiva das forças de segurança e combate permanente às organizações criminosas. O Pará não pode aceitar que cenas de extrema crueldade passem a fazer parte da rotina.
Da Redação
Ícaro Gomes


