Castanhal | Caso Caio Berg: Quem é o médico acusado de mandar matar empresário pagando R$ 50 mil?

Policia

A semana começou no nordeste do Pará com grandes revelações da Polícia sobre o caso do assassinato do empresário Caio Gutemberg Ribeiro Ferreira, de 25 anos, ocorrido na noite de 11 de janeiro de 2026, bem na frente da loja em que comercializava eletrônicos em Castanhal, ganhou um novo e importante capítulo nesta terça-feira (18). A Polícia Civil do Pará deflagrou a Operação Veritas, que resultou na prisão preventiva de quatro pessoas investigadas por envolvimento no crime.

Joaquim é cirurgião obstetra

 

Entre os presos está um médico, identificado nas investigações como Joaquim Pereira Neto, detido quando trabalhava num hospital em Bragança e apontado como suspeito de ser o mandante do homicídio. Também foi preso o policial militar Felipe Pessoa Gonçalves, investigado como possível executor, além de Sintia Morais das Chagas (companheira do policial) e Paulo Victor Vaz Andrade, que teria sido o piloto da motocicleta utilizada no dia do crime. As prisões ocorreram em diferentes municípios, incluindo Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua.

Policial Felipe e a esposa Sintia foram presos. Ele acusado como executor e ela por ajudar no planejamento

Caio Berg foi morto a tiros quando entrava em sua caminhonete, na saída de seu estabelecimento comercial. Segundo as informações divulgadas na época, dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram os disparos. O empresário atuava no ramo de eletrônicos e era sócio de uma loja de celulares bastante conhecida em Castanhal.

Um motivo passional

A investigação avançou ao longo dos meses até chegar à suposta estrutura por trás da execução. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime não tenha sido um simples assalto, mas resultado de uma ação planejada, com divisão de funções entre os investigados. E teria suposta motivação passional, relacionada a conflitos anteriores entre vítima e mandante. Segundo a apuração policial, o médico ginecologista teria descoberto um relacionamento extraconjungal entre sua agora ex-esposa e o empresário. Então, teria contratado por R$ 50 mil o policial para executar a morte.
Joaquim é cirurgião e atuava bastante em hospitais da capital e do interior no estado.

INVESTIGAÇÃO

No dia do crime, Caio foi alvejado quando já estava no interior de seu veículo

A apuração avançou a partir da análise minuciosa de imagens de câmeras de segurança, que permitiram aos investigadores localizar o imóvel apontado como possível base de apoio e preparação para o crime.

A Polícia também refez o percurso dos suspeitos nos momentos que antecederam e sucederam a execução, além de reunir informações sobre os veículos possivelmente empregados na ação.

Para fortalecer a identificação dos envolvidos, foram elaborados exames técnicos, entre eles Laudo de Reconhecimento Facial e Laudo de Perícia Prosopográfica, documentos que contribuíram para confrontar as imagens e os demais elementos reunidos durante o inquérito.

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