Antonino Raiol, um legado de amizade, trabalho e arroz carreteiro

Travessia

Por Gerson Ícaro Gomes

 

Há pessoas que passam pela vida e deixam lembranças. Outras deixam um legado. Antonino Raiol Lopes, para os amigos simplesmente Raiol, foi desses sujeitos que marcaram a vida de quem teve o privilégio de dividir uma conversa, um trabalho ou uma cervejinha com ele.

Caboclo de sorriso fácil e amigo daqueles que a gente guarda com carinho, Raiol também tinha seus talentos — e um deles era a cozinha. Produziu milhares de vezes seu famoso arroz carreteiro, com muito azeite, prato que ganhou fama entre os amigos e que, de tão especial, parecia ter uma regra não escrita nos anais gastronômicos, era só para quem ele gostava.

 

 

Na vida pública, deixou sua marca como secretário de Turismo de Salinópolis e agente distrital da Ilha de Algodoal, em Maracanã. Com as mudanças na Lei de Licitações e a chegada do pregão como nova modalidade de contratação pública, tornou-se um dos primeiros pregoeiros do Pará, levando seu conhecimento e experiência a diversos municípios.

No dia, em que conheceu meu filho, José Veríssimo, ainda criancinha

Raiol partiu no ano passado, depois de um período de recolhimento provocado pela doença. Foi embora como pluma de samaúma, silenciosamente, ao encontro de Jesus, sem que muitos dos amigos que tanto o queriam bem pudessem dar aquele último abraço.

Mas algumas despedidas não encerram histórias. ele permanece nas lembranças, nas amizades, nas histórias contadas e, quem sabe, até no cheiro daquele arroz carreteiro com muito azeite. O homem partiu; o legado de trabalho e amizade ficou.

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