O caso Yasmin Macedo – retratado algumas vezes aqui no Blog Link Aqui – teve um novo capítulo ontem (25), em Belém. O empresário Lucas Magalhães, dono da lancha onde a jovem passou as últimas horas antes de morrer por afogamento, foi absolvido da acusação de homicídio e também de fraude processual pelo Tribunal do Júri.
Por outro lado, Lucas foi condenado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma, com pena de 4 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de 300 dias-multa. O juiz considerou que os dois crimes deveriam ter penas somadas, por serem condutas distintas.

A decisão não determina prisão imediata. Como a pena ficou abaixo de oito anos, o regime inicial é semiaberto, e Lucas poderá recorrer em liberdade. A defesa informou que pretende recorrer da condenação no prazo previsto.
Yasmin, de 21 anos, estudante de Medicina Veterinária e influenciadora digital, desapareceu em dezembro de 2021 durante um passeio de lancha pelo rio Maguari. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, e as investigações apontaram o afogamento como causa da morte.
O julgamento encerra uma etapa importante de um caso que mobilizou o Pará, mas ainda não representa necessariamente o capítulo final: a defesa pretende levar a decisão à segunda instância.
Da Redação
Ícaro Gomes

