Ação global reúne comunidade, pesquisadores e voluntários para combater a poluição na praia da Marieta

Atualidades Meio Ambiente e Sustentabilidade

Uma mobilização ambiental acontece neste fim de semana em mais de 160 países, e a parceria do ICC – International Coastal Cleanup e Raízes Amazônia, está marcando presença no município de Maracanã, na Amazônia Atlântica,  para limpeza da Praia da Marieta, na Ilha do Marco, uma área de grande importância ecológica por ser considerada berçário de tartarugas marinhas.

A programação integra o Dia Mundial de Limpeza de Praias e rios, iniciativa realizada em vários países, e chega à sua segunda edição na Praia da Marieta com uma meta ambiciosa: recolher cerca de 8 toneladas de resíduos, principalmente plástico.

Na edição de 2025

A iniciativa do ICC e a Raízes Amazônia, de Maracanã, reúne cerca de 100 voluntários, além de especialistas, pesquisadores e representantes das comunidades do entorno.

Educação ambiental começa antes do mutirão

A programação teve início nesta sexta-feira, 18 de setembro, com ações de educação ambiental na Escola José de Paiva Osório, na Vila do Mota, comunidade que dá acesso à Praia da Marieta.

As atividades envolveram as crianças em conversas e ações educativas sobre a importância da preservação ambiental, dos oceanos e da proteção da fauna marinha.

A escolha da comunidade não é por acaso. Por ser a principal porta de acesso à praia, a participação dos moradores da Vila do Mota é considerada fundamental para que a preservação ultrapasse o dia do mutirão e se transforme em uma prática permanente.

Amanhã é dia de limpar a Marieta

Neste sábado, 19 de setembro, acontece o grande mutirão de limpeza da Praia da Marieta. A expectativa é reunir aproximadamente 100 voluntários para percorrer a faixa de areia e retirar os resíduos acumulados no local.

A mobilização conta ainda com a participação de especialistas e pesquisadores, que acompanham a atividade e ajudam a transformar a coleta em uma importante fonte de informação científica sobre a poluição na região.

O plástico é o principal vilão

Nas ações realizadas no ano passado e durante uma visita técnica feita em julho, o diagnóstico já havia apontado a presença expressiva de resíduos plásticos.

Também foram encontrados materiais relacionados à atividade pesqueira, além de peças de vestuário e outros objetos descartados ou carregados até a praia.

Em uma área que funciona como berçário de tartarugas marinhas, a presença desses resíduos preocupa. O lixo pode interferir diretamente na fauna e no equilíbrio de um ecossistema costeiro extremamente sensível.

Cada resíduo conta uma história

O trabalho de amanhã não será apenas de recolhimento. Os resíduos encontrados serão pesados e catalogados seguindo o padrão do ICC. Os resultados serão posteriormente comparados com os dados da edição anterior.

A intenção é identificar quais tipos de materiais aparecem com maior frequência e, a partir dessas informações, ajudar a compreender de onde vem o lixo que chega à Praia da Marieta. Depois da catalogação, os materiais terão destinação adequada por meio de cooperativa parceira.

Comunidade no centro da preservação

Artur e Larissa Nogueira no jornal Cultura mobilizando o evento

Além dos voluntários, pesquisadores e especialistas, a ação envolve as comunidades do entorno da praia. A proposta é unir ciência, educação ambiental e participação comunitária em torno de um território que possui importância não apenas para Maracanã, mas para toda a biodiversidade costeira da Amazônia.

 

Da Redação

Ícaro Gomes

Deixe um comentário