Igarapé-Açu, no nordeste paraense, completou 120 anos de fundação na última segunda-feira, 26 de outubro. Mas, neste ano, o tradicional aniversário da cidade passou longe dos palcos e das grandes atrações. A Prefeitura, sob a gestão do prefeito Xoro Pardal, decidiu não realizar a festa, justificando, em nota oficial, a prioridade aos serviços essenciais e aos investimentos no município.

A decisão, como era de se esperar, virou assunto nas redes sociais e nas conversas de esquina, dividindo opiniões. Há quem considere acertada a escolha de direcionar recursos para áreas como saúde, educação e infraestrutura. Outros lamentam a ausência da programação festiva em uma data tão simbólica para a história e a identidade dos igarapé-açuenses e também para movimentar a economia local.

Mas a discussão também abre espaço para uma reflexão sobre os eventos públicos no Pará. A fartura de emendas parlamentares, muitas delas destinadas a festas e atrações que podem custar centenas de milhares de reais, acabou criando uma espécie de expectativa: em determinados municípios, parece que aniversário sem grandes shows perdeu a graça.
Agora, com o calendário eleitoral encerrado e a chegada do fim do ano, a disponibilidade de recursos para esse tipo de programação pode mudar, obrigando gestores a rever planos e prioridades. É possível que Igarapé-Açu não seja o único município a sentir os efeitos dessa nova realidade. Afinal, emendas novamente só a partir de meados do ano que vem.

