Thaise do Nascimento morreu na madrugada desta sexta-feira (26), no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, após permanecer cerca de um mês internada em estado grave. A vítima de feminicídio lutava pela vida desde dezembro de 2025, quando teve o corpo incendiado pelo próprio companheiro, em Salinópolis, no nordeste do Pará. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu às complicações provocadas pelas extensas queimaduras.

O autor do crime, Edson Vales Coelho, foi preso enquanto tentava fugir na cidade de Santa Izabel do Pará. Segundo a Polícia Civil, ele deve responder por feminicídio, crime qualificado pela motivação de gênero e pela extrema violência empregada. As investigações apontam que o ataque ocorreu dentro do ambiente doméstico, e na presença dos filhos.

O caso de Thaise se soma a uma estatística alarmante no Pará. O estado figura, historicamente, entre aqueles com maiores índices de feminicídio na Região Norte, com dezenas de mulheres assassinadas todos os anos em contextos de violência doméstica e familiar. A maioria dos crimes é cometida por companheiros ou ex-companheiros, dentro de casa, cenário que dificulta denúncias e intervenções precoces.

Especialistas alertam que, apesar do avanço da legislação, como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio, ainda há falhas na rede de proteção. Delegacias especializadas, casas de acolhimento e políticas de prevenção seguem insuficientes diante da demanda crescente. A morte de Thaise reacende o debate sobre a urgência de ações mais eficazes para proteger mulheres em situação de risco no Pará.
A Secretária Estadual da Mulher, Paula Gomes, que é natural de Salinópolis se manifestou sobre o caso em suas redes sociais e alertou para a necessidade do pedido de ajudar sempre.

Da Redação
Ícaro Gomes

