PROFESSOR MARACANAENSE EDINALDO DE JESUS, DEFENSOR DAS LINGUAS INDÍGENAS DA AMAZÔNIA

Educação

 

Edinaldo de Jesus é um pesquisador, linguista e professor cuja paixão pela rica diversidade linguística do Brasil, especialmente pelas línguas indígenas da região amazônica, o destaca como um defensor comprometido com a preservação desses idiomas ancestrais. Natural do município de Maracanã, no Pará, Edinaldo enfrentou desafios significativos em sua jornada acadêmica, deslocando-se para a capital por sete longos anos para buscar formação e aprofundamento científico.

Com uma sólida formação acadêmica, Edinaldo é Mestre em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com foco em línguas indígenas, e licenciado em Língua Portuguesa pela mesma instituição. Sua trajetória é marcada por um profundo compromisso com a preservação de idiomas que carregam séculos de história, identidade e resistência, refletindo um respeito genuíno pela diversidade linguística e cultural da Amazônia.

Como pesquisador, Edinaldo se dedica à documentação e valorização das línguas indígenas brasileiras, contribuindo para o fortalecimento dessas tradições. Um de seus trabalhos mais significativos é a colaboração na Gramática Pedagógica da Língua Haliti-Paresi, uma iniciativa apoiada pela UNESCO e pelo Museu do Índio (RJ). Esse projeto visa apoiar o ensino e fortalecer práticas pedagógicas e culturais de povos indígenas do estado do Mato Grosso, destacando a importância da língua Haliti-Paresi para as comunidades que a falam.

Colaboradores e professores indígenas envolvidos na Gramática Haliti-Paresi. Da esquerda para a direita, Elizandra Jéssica, prof. Jurandir Zezokiware, Prof. Dra. Ana Paula Brandão, Prof. Ângelo Kezomae e o maracanaense Edinaldo de Jesus

Imagens de sua pesquisa mostram momentos marcantes, como o encontro com o Cacique Fernando Omozokie em terra Haliti-Paresi (2023), a produção das primeiras unidades com professores indígenas na Aldeia Kolidiki, localizada nos arredores de Tangará da Serra-MT (fevereiro de 2023), e a divulgação do trabalho da Gramática Pedagógica em escolas da região do Território Haliti-Paresi (julho de 2024). Essas ações evidenciam o engajamento de Edinaldo com as comunidades indígenas e seu esforço para promover a valorização das línguas e culturas locais.

Com o cacique

 

Com o coordenador científico, Luiz Amaral, que é professor da Umass – University of Massachusetts. Na foto estou com outros colaboradores e professores indígenas. O coordenador geral orienta também os trabalho de outras gramáticas pedagógicas como Wai-wai, Wayorô, Djeroimitxi, Sakürabiat. Esses Povos/Línguas estão inclusos nesse projeto de produzir gramáticas com apoio da Unesco e Museu do Índio – RJ.

 

Paralelamente à sua pesquisa, Edinaldo atua como professor do Ensino Básico em Maracanã, na Escola Josias Pinheiro Salomão, contribuindo para a formação de novas gerações com sensibilidade, conhecimento e compromisso social. Sua atuação em sala de aula reflete sua paixão pela educação e pela cultura local, devolvendo à sua comunidade o potencial construído ao longo de anos de estudo.

Da Redação

Ícaro Gomes

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