No coração de Maracanã, onde o tempo parece caminhar em passos mais lentos e a memória se confunde com a própria paisagem, ergue-se imponente uma palmeira de tucumã que, segundo os moradores mais antigos, já ultrapassou um século de existência.
Única no centro antigo da cidade, ela não é apenas uma árvore — é testemunha silenciosa de gerações. Seus espinhos e cachos já viram mudanças políticas, festas populares, romances de varanda e tardes quentes embaladas pelo vento do litoral paraense. Altiva, destaca-se na paisagem como quem guarda histórias que o concreto ainda não conseguiu apagar.

A palmeira ocupa um cantinho especial da área que abriga o histórico imóvel que pertenceu ao saudoso Mimo, figura querida e lembrada com afeto por muitos maracanaenses. Ali, entre memórias e raízes profundas, natureza e história se entrelaçam.
Mais que centenária, a palmeira de tucumã tornou-se símbolo vivo da resistência do passado no presente — um marco afetivo que conecta o ontem ao agora, reafirmando a identidade de um povo que reconhece no seu patrimônio, material ou natural, a força da própria história.
Da Redação
Ícaro Gomes
Fonte: Abdiel Guimarães
Imagens: Oziel Loureiro

