A Lei Federal nº 12.305/2010 estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determina a destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários. No entanto, a realidade é bem diferente em muitas cidades brasileiras, já que a grande maioria dos municípios não conseguiu recursos para equacionar o problema, incluindo Igarapé-Açu. A cidade lança o lixo em terrenos improvisados, prática comum na grande maioria dos municípios do Pará e do Brasil, os famosos “lixões a céu aberto”, que são a maneira que as cidades encontraram para descartar o lixo sem qualquer tratamento.

Porém, tem casos piores, como o que se agrava na rodovia PA-424, o antigo Ramal do Prata, agora a rodovia que liga Igarapé-Açu à a Agrovila da Colônia do Santo Antônio do Prata, o lixo é lançado às margens da rodovia sem quaisquer cuidados. Essa via é importante, pois serve como ligação entre a rodovia federal BR-316 e o centro de Igarapé-Açu, passando pelas agrovilas do Curí e Km 18.

O local onde o lixo é lançado, na altura do KM 7 da PA 424, apresenta riscos significativos. À noite, a visibilidade é reduzida, aumentando o risco de acidentes. Além disso, o lixo atrai vetores de doenças, como ratos e insetos, que podem transmitir doenças graves à população local. O odor forte também é um problema constante, afetando a qualidade de vida dos moradores das comunidades ao redor.

A situação em Igarapé-Açu é um exemplo claro da falta de infraestrutura e planejamento urbano em muitas cidades do Pará. A disposição inadequada de resíduos sólidos é um problema de saúde pública que afeta não apenas o meio ambiente, mas também a saúde e o bem-estar da população. É urgente que as autoridades locais tomem medidas para resolver esse problema.
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Da Redação
Ícaro Gomes
Imagens – Emanuel Gato Mestre

