A possível desistência de Patrícia

Nas esquinas, rodas de conversa e até nos tradicionais bares de “papudinhos” de Marituba, o assunto da vez mudou. Se antes os comentários giravam em torno do relacionamento da prefeita Patrícia Alencar com o prefeito Bruno Rabelo, de Mãe do Rio, agora o burburinho político aponta para uma possível desistência da gestora da pré-candidatura a deputada federal pelo MDB.
Segundo fontes da região metropolitana, o sinal de alerta surgiu quando um importante aliado político decidiu buscar outra candidatura federal para compor dobradinha eleitoral — movimento que rapidamente alimentou especulações e, posteriormente, teria sido confirmado nos bastidores.
A prefeita enfrenta um momento delicado, marcado por desafios administrativos e investigações envolvendo a gestão municipal. O cenário ganhou ainda mais repercussão nas redes sociais após a exposição do relacionamento com Bruno Rabelo, versão contestada publicamente por Carol Resque, ex-esposa do prefeito, que afirma que o “affair” teria começado antes do fim do seu casamento.
Entre política, crise administrativa e desgaste de imagem, o tabuleiro eleitoral segue em aberto — e Marituba continua acompanhando cada movimento. Já dizem, inclusive, lá na Orla do igarapé do Caxias, que Paty deve firmar apoio ao Ministro Jader Filho, pré-candidato a deputado federal no MDB.
Aliás, não sei não. Será?

Dizem os atentos “papudinhos” das baiúcas instaladas na ilharga do KM 14 da BR-010 que um ministro da República entrou, mesmo sem querer — ou querendo demais — no enredo da separação de um dos mais tradicionais casais políticos do nordeste paraense.
O comentário que corre solto é que um misterioso “conselho estratégico” teria antecedido o fim repentino de uma união construída ao longo de anos, marcada tanto pelo casamento quanto por sólidas alianças eleitorais. O rompimento, segundo os bastidores, foi rápido, deixando mais perguntas que respostas — e algumas cicatrizes políticas difíceis de disfarçar.
A elegante senhora, hoje ocupando posição de destaque no cenário político paraense, já vinha adotando rotina distante do marido, figura constante nos redutos eleitorais do “seu” interior. Enquanto ele mantinha presença nas bases, ela circulava com frequência crescente em Belém, onde, segundo as línguas afiadas da política, recebia orientações diretas do influente ministro.
Entre versões, silêncios e cochichos, a novela política segue rendendo capítulos fora dos palanques — e bem perto das mesas onde nada passa despercebido.
O “Trenó” de Eduardo Pio X

Enquanto alguns políticos lutam para sobreviver nas pesquisas, o prefeito reeleito de São Miguel do Guamá, Eduardo Pio X, parece viver uma espécie de êxtase administrativo — daqueles que fariam qualquer marqueteiro pedir a receita do milagre. Com índices que ultrapassam os 90% de aprovação, o gestor virou praticamente patrimônio afetivo municipal.
Como se não bastasse, ainda emplacou o irmão, Pio Júnior, na prefeitura da vizinha Irituia, e também já desponta entre os prefeitos mais bem avaliados da região. A família, dizem nos bastidores, anda distribuindo voto como quem distribui panetone em dezembro.
Falando em dezembro, o “Natal Luz” versão 2025 elevou o nível da competição natalina: Papai Noel, duendes, fábrica de biscoitos e uma multidão diária vinda de outras cidades só para conferir o espetáculo idealizado pelo prefeito. Resultado? Popularidade turbinada na região.
Agora, segundo os analistas mais respeitados do balcão do Bar do Budica, na orla da cidade, Eduardo teria sido sondado para compor como vice na possível chapa da pré-candidata governista Hana Ghassan, nome ligado diretamente ao grupo do governador Helder Barbalho.
Se aceita ou não, ainda é mistério. Mas uma coisa é certa: quando o convite chega antes do segundo turno das conversas de bar, é porque alguém em Belém já percebeu que, em São Miguel, o trenó político está andando rápido — e cheio.
Mas, o sinal de alerta veio do “Guamazão”

Nem só de aprovação estratosférica vive a política paraense. O sinal amarelo teria piscado no QG do Palácio do Governo direto do “Guamazão”, onde uma pesquisa — aquela que ninguém vê, mas todo mundo comenta — começou a provocar certo desconforto na pré-campanha governista de Hana.
Segundo fontes altamente confiáveis da famosa Estagiária do Blog e dos clientes da Barbearia do Zito de São Miguel, um dos levantamentos recentes foi realizado lá na cidade. E foi justamente ali que apareceu um contraste digno de roteiro político: enquanto o prefeito Eduardo Pio X mantém aprovação quase celestial, batendo na casa dos 92%, sua candidata ao governo não acompanha o mesmo entusiasmo popular.
Mesmo contando com o apoio declarado do gestor municipal, a pré-candidata governista Hana Ghassan teria surgido em segundo lugar nas intenções de voto e meio que distante de Dr. Daniel, prefeito de Ananindeua e pré-candidato ao governo na oposição. Nas rodas de bastidores, o comentário é um só: se até onde o aliado governa com popularidade quase unânime o cenário já mostra rachaduras, o mapa estadual pode esconder outras surpresas. Afinal, pesquisa em pré-campanha é igual fofoca de beira de rio — quando começa a correr, dificilmente para no mesmo lugar.
“BOROCA” NA MÃO E OLHO NA ALEPA

O ex-prefeito de Igarapé-Açu, Normando Riachão, decidiu que é hora de tirar a poeira da estrada política, ajeitou a tradicional “boroca“, apertou o cadarço e partiu rumo a um novo destino: quer uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Pará.
A missão não é simples. A empreitada eleitoral no Nordeste paraense sempre parece fácil no discurso, mas na prática exige fôlego de maratonista e bolso resistente. Mesmo sem uma multidão de concorrentes locais com grande musculatura política, a região virou a famosa “menina dos olhos” dos figurões da capital, que chegam com estrutura, agenda cheia e gasolina política de sobra.
Nos bastidores ali do canto do Cacareco, a leitura é clara: Riachão joga em duas frentes. Se a vaga vier, estreia no parlamento estadual. Se não vier, o projeto continua — manter o nome circulando, vivo na memória do eleitor e bem posicionado para, lá na frente, tentar reassumir a titularidade da Prefeitura de Igarapé-Açu.
Porque, no Pará político, ninguém arruma a “boroca” só para passear. Normalmente, é viagem de ida… com passagem aberta para a volta.
Uma Mulher na Vice

Dizem lá naquela mesinha de canto da Padaria Domnato, que se depender do que pensa o prefeito Daniel, a chapa que pretende concorrer ao Governo pode ganhar força e charme feminino. Nos bastidores e nas redes sociais, o nome ventilado e badalado é o da delegada federal Érika Sabino, esposa do deputado Celso Sabino, que continua sem partido e decidindo a que cargo deve concorrer.
Sabino, como se sabe, já foi convidado no grupo de Daniel, para ser candidato ao Senado. Até abril então tudo, tudo mesmo, estará decidido quanto as filiações e por ai teremos um retrato do que virá.
A “maré vasqueira” do Doido

Na quinta (19), pós-Carnaval, o deputado federal Antônio Doido levou um susto na estrada ao sofrer um acidente de carro enquanto voltava de agenda junto com sua equipe pela região salgada. Felizmente só danos materiais — ninguém se machucou, foi só o aperreio.
Quem lembra da época dos voos de helicóptero pelo Pará? O deputado se deslocava assim e chamava muita atenção onde chegava, inclusive, certa vez, fez um pouso forçado em Igarapé-Açu por causa do toró. Pois bem, depois das denúncias sobre emendas parlamentares e contratos milionários de obras no governo do Estado, Doido ficou assim digamos mais simples e calado.
Acho que está precisando de banho de limão e sal grosso no Rio Guamá e muita oração… porque o perigo maior agora não vem do céu e nem da pista, mas da Justiça de olho nas emendas. A maré anda baixa e cautela e caldo de galinha não faz mal à ninguém.
O prefeito em boa recuperação

Reginaldo Carrera (MDB) foi submetido a um procedimento cirúrgico na capital e correu tudo bem, sendo um sucesso. No momento, já encontra-se na boa terra de Maracanã, em sua área de sitio, para seguir as recomendações médicas de repouso, caribé, gozinha assada e recuperação. Por lá recebe o secretariado para os despachos administrativos e aqui, acolá, alguns aliados para um bom café quente e macaxeira cozida na manteiga.
Aliás, em Maracanã…

A Câmara de Vereadores retornou do recesso e já encontra-se em atividades. Chamou a atenção, um pedido de cara do vereador Gilberto Neto (PSD) que quer porque quer uma audiência pública que tenha a presença do Ministério Público Federal, e com a convocação de órgãos federal, estadual e municipal, de infraestrutura, sobre a construção do caís de arrimo da vila 40 do Mocoóca, que sofre com a derrocada do barranco e a invasão da maré.
Será que avança?
E disse Mauro Bonna no DOL…

“A indústria no Pará se resume ao extrativismo mineral e energético. A energia é renovável, mas o minério fica só o buraco, exatamente como aconteceu na África, onde os europeus levaram os minérios e ficaram somente as guerras tribais. Aqui ao lado no Amapá, o manganês findou, o buraco ficou e a Icomi sumiu. Pior ainda, o minério extraído e exportado in natura não gera imposto, fica só royalty e ICMS da logística interna“.
E disse mais: Terra do já teve
“Além de Fordlândia e Jari, o Pará já existiu no mapa industrial. Em tempos passados: Phebo, Palmeira, Cata, Pedro Carneiro, Guarasuco, Garoto, Soberano, Aliança, Tecejuta, Olpasa, Brasil Extrativa, Renda Priori, Jaú Camiseiro e beneficiadoras de castanha e palmito. Na época áurea da Sudam, hasteavam bandeira: Fasa, Fosnor, Nortubo, São Bernardo, Madenorte, Ibifan, Gelar, Grafisa, Poliplast, Inca, e toda a finada agroindústria da Pesca. Recentemente, a Tramontina foi embora. Desindustrialização total”.
E agora os chineses chegaram em Rondon do Pará para gastar 2,5 bilhões em investimentos e levar bauxita. E segue assim por todo o Pará.
Mauro Bonna certíssimo e eu concordo também. Até a próxima!

