Um conflito está acontecendo na Vila de Fortalezinha, ilha de Maiandeua, em Maracanã, onde um morador que detém uma grande propriedade no local, está tentando se apropriar de uma área pública de 5 metros de largura, destinada a ser uma rua de acesso à uma das praias da charmosa vila. O local serve como um Portilho e é utilizado pelos nativos para acessar à praia, os currais de pesca e a faixa de areia.

O problema começou quando o morador, que comprou terrenos na beira da praia, decidiu fechar a rua com um muro para ganhar mais espaço para si. Os nativos, que já haviam acordado que a rua teria 5 metros de largura, se opuseram ao fechamento e derrubaram o muro duas vezes. No entanto, o morador insiste em fechar a rua e agora deixou apenas um corredor estreito para acesso à praia.

A situação está gerando descontentamento entre os nativos, que se sentem cansados de lutar sozinhos para preservar o acesso público à praia. Muitos moradores não estão cientes do problema, pois não frequentam a área regularmente, e por isso, estão sendo chamados a se manifestar para impedir que o morador continue com suas ações.

A situação é preocupante, pois o fechamento da rua pode prejudicar não apenas os nativos, mas também o turismo local, que é uma importante fonte de renda para a região. A Praia de Fortalezinha é um local turístico popular, e o acesso público à praia é fundamental para manter a beleza e a tranquilidade do local. Sem contar que de acordo com a Constituição Federal e a legislação brasileira, as praias são bens públicos de uso comum do povo e, como regra geral, não podem ser fechadas ou ter seu acesso restrito.
A polêmica chega à gestão da APA-Algodoal/Maindeua e Ideflor, responsáveis por ações de proteção do local. O Blog mantém seu espaço aberto por intermédio de seus conhecidos canais de comunicação para o contraditório e ampla defesa do proprietário do imóvel em questão.


Da Redação
Ícaro Gomes
Imagens: Perfil Praia de Fortalezinha

