O município de Bragança, no nordeste do Pará, enfrenta dias difíceis diante da força das chamadas “águas grandes”, fenômeno típico do período de março que combina maré de sizígia com chuvas intensas na região. A situação tem provocado alagamentos em diversos bairros da cidade e causado prejuízos tanto na área urbana quanto no litoral.
Com o avanço das águas do rio Caeté e o volume elevado de chuvas, ruas e residências ficaram inundadas em vários pontos do município. O cenário levou a prefeitura a decretar estado de emergência, diante dos transtornos enfrentados pela população e dos danos registrados na infraestrutura da cidade.

Entre os episódios mais marcantes está o desabamento do muro da Escola Estadual Mário Queiroz, atingido pelas fortes chuvas que vêm castigando a região nos últimos dias. Moradores relatam dificuldades de circulação e preocupação com a continuidade das precipitações.
Na manhã da última quinta-feira, 5 de março, outro episódio chamou atenção e ampliou a preocupação da população. Parte do muro de contenção da orla da Praia de Ajuruteua, recentemente construído para proteger a faixa costeira, acabou cedendo diante da força das águas e da erosão provocada pela maré elevada.

Além da estrutura de contenção, o farol centenário da praia, erguido em 1923, também não resistiu às condições adversas e acabou desabando. O farol era um dos marcos históricos e simbólicos da região, conhecido por moradores e visitantes que frequentam a tradicional praia bragantina.
De acordo com informações da meteorologia, a previsão indica a continuidade de pancadas de chuva nos próximos dias, o que mantém autoridades e moradores em alerta. Enquanto isso, equipes do poder público acompanham a situação e avaliam medidas emergenciais para reduzir os impactos e prestar assistência às áreas mais afetadas.

Em meio aos desafios impostos pelas águas grandes deste ano, a população de Bragança segue mobilizada, esperando que o tempo dê uma trégua para que a cidade possa iniciar o processo de recuperação. Várias ações solidárias locais e de cidades vizinhas tentam amenizar o sofrimento, já que segundo dados oficiais quase 10 mil moradores estão atingidos pelas águas.
Da Redação
Ana Paula Tenório

