O estado do Pará tem sua história diretamente ligada às primeiras estratégias de ocupação portuguesa na Amazônia. A fundação de fortes, missões religiosas e vilas às margens dos grandes rios deu origem a cidades que, até hoje, preservam marcas do período colonial. A seguir, em ordem cronológica, estão as dez cidades mais antigas do território paraense, fundamentais na formação histórica, política e cultural do estado. Vale ressaltar, que muitos historiadores divergem em razão de Bragança tem sido ocupada em 1613 e reorganizada como vila em 1753, e se usarmos esta data, então, Belém seria a primeira cidade ocupada. O BlOg mantém a primeira data de ocupação de Bragança, que recebe o título de cidade mais antiga do Pará.

1. Bragança (1613 – reorganizada em 1753 vila)
A mais antiga ocupação portuguesa no atual Pará ocorreu no litoral nordeste salgado, com a fundação de Bragança em 1613. O município teve papel pioneiro na expansão colonial pela costa amazônica.
2. Belém (1616)
Fundada com a construção do Forte do Presépio, Belém consolidou-se como centro administrativo da Amazônia colonial e tornou-se a capital do estado, exercendo até hoje forte influência política e econômica.
3. Cametá (1635)

Às margens do majestoso e belo rio Tocantins, Cametá foi uma das primeiras vilas do interior paraense, destacando-se como núcleo administrativo e rota estratégica de penetração para o interior da Amazônia.
4. Gurupá (1639)

Originada em torno de um forte militar, Gurupá teve função decisiva na defesa do território e no controle da navegação pelo rio Amazonas.
5. Vigia (1652)

Com forte vocação portuária e pesqueira, Vigia consolidou-se como importante entreposto comercial durante o período colonial, mantendo até hoje traços marcantes da arquitetura histórica.
6. Maracanã (1653)
Localizada no litoral nordeste do estado, Maracanã desenvolveu-se a partir das primeiras ocupações costeiras, ligadas principalmente à pesca e à navegação.
7. Curuçá (1653)

Fundada no mesmo ano de Maracanã, Curuçá surgiu de aldeamentos missionários e teve crescimento marcado pela presença religiosa e pela economia fluvial.
8. Santarém (1661)
A cidade que testemunha o encontro dos gigantes rios Tapajós e Amazonas, Santarém tornou-se um dos mais importantes centros comerciais e missionários do oeste paraense.
9. Abaetetuba (1685)
Desenvolvida a partir de missões religiosas e da navegação fluvial, Abaetetuba consolidou-se como ponto estratégico na região do Baixo Tocantins.
10. Óbidos (1697)

Fundada com a construção de uma fortaleza em local estratégico do rio Amazonas, Óbidos teve papel fundamental no controle da circulação fluvial e na defesa do território.
Da Redação
Ícaro Gomes
Imagem da Capa: Lieda Raiol (Maracanã Paisagens)
Outras imagens: Reprodução Google.

