O assassinato do empresário Estevão Neves Pinto chocou o estado do Pará pela forma brutal em que ocorreu. A execução aconteceu na frente das duas filhas pequenas do empresário, quando ele as deixava na tradicional Escola São José, em Castanhal. O crime repercutiu bastante devido à covardia e ao impacto emocional que causou, especialmente considerando a presença das crianças no momento do ocorrido.

A Polícia Civil do Pará investigou o caso e obteve vídeos cruciais que mostraram os executores sem capacetes, permitindo a identificação do piloto e do “pistoleiro”. A investigação levou à identificação do mandante, surpreendentemente um sócio e “amigo” da vítima, Rafael Mota Ribeiro, que já está preso junto com o executor.
O mandante foi descrito como tendo uma atuação dúbia, estando presente na frente da escola no dia do crime e demonstrando choro pela morte da vítima, mas sendo na verdade o arquiteto da execução. Fontes indicam que o motivo do crime estaria relacionado a dívidas com a vítima e que o mandante teria pago 12 mil reais para a dupla de executores. No velório, o acusado chegou a chorar junto ao corpo da vítima, executada de forma covarde na frente das filhas.
O executor Mateus Lopes de Abreu , conhecido como “Lourinho do Cariri“, foi preso em Santa Maria do Pará quando tentava fugir para São Paulo de carona em uma carreta Bitrem. O caso evidencia a brutalidade do crime e a eficiência da investigação policial em identificar e prender os envolvidos. A forma como o crime foi planejado e executado gerou grande repercussão e repúdio na comunidade.


