OPor Flávio Miranda
Foto Capa: Arquidiocese de Belém (redes sociais)
O Pará se despede de uma de suas figuras mais emblemáticas do clero e da cultura. Faleceu nesta segunda-feira, 30 de junho, aos 95 anos de idade e 33 anos de ordenação, o cônego Cláudio Souza Barradas, sacerdote católico, artista e intelectual que marcou gerações com seu trabalho evangelizador e sua paixão pelas artes.
Natural de Belém, Cláudio Barradas foi ordenado sacerdote em 25/01/1992, iniciando uma longa trajetória de dedicação à Igreja Católica e à promoção da cultura, especialmente as artes. Sua vocação sacerdotal sempre caminhou lado a lado com seu amor pelas artes, tornando-se um verdadeiro símbolo da união entre fé, educação e expressão artística.

Ao longo de sua vida, o cônego Cláudio Barradas foi muito mais do que um religioso. Ele se destacou como ator, professor e diretor teatral, sendo um dos grandes nomes da cena artística paraense. Lecionou na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde contribuiu ativamente para a formação de novas gerações de artistas. Sua atuação como professor de teatro foi reconhecida com diversas homenagens e premiações ao longo de sua carreira.
Dedicado à evangelização, Cláudio Barradas jamais se afastou do povo. Era conhecido por sua fala doce, sua escuta atenta e seu compromisso com os mais humildes. Também deixou uma contribuição importante na renovação da liturgia católica no Pará, utilizando elementos artísticos para enriquecer as celebrações e tocar o coração dos fiéis de forma sensível e profunda.
Em 2014, o Teatro Universitário da UFPA passou a levar seu nome — Teatro Universitário Cláudio Barradas — em reconhecimento à sua contribuição incomparável para a cultura e a educação no Estado.
A Arquidiocese de Belém, em nota, lamentou profundamente a perda e destacou o legado espiritual, humano e artístico deixado por Barradas. Fiéis, ex-alunos, colegas e artistas também expressaram nas redes sociais seu pesar e gratidão por tudo o que o cônego representou.
O velório será realizado às 17h na Catedral da Sé, no centro histórico de Belém, onde o povo poderá prestar suas últimas homenagens.
- O autor é publicitário e articulista

